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Olhe para a sua mão, escolha nos desenhos o que você vê, um traço de cada vez, e receba uma leitura completa das linhas da mão, dos montes e do polegar. Sem foto e sem cadastro: suas escolhas ficam no seu dispositivo.

Passo 1 de 19

Qual mão você está lendo?

Comece pela mão com que você escreve, depois volte e compare com a outra.

Mapa da quiromancia

O mapa abaixo mostra onde fica cada elemento numa palma direita, vista do jeito que você olha para a sua própria mão. Na mão esquerda, cada linha e cada monte ficam na posição espelhada. As quatro linhas principais aparecem em traço contínuo, as secundárias em tracejado, e os montes são as áreas sombreadas na base dos dedos e em volta da borda da palma.

Mapa da quiromancia: uma palma direita com as linhas do coração, da cabeça, da vida e do destino, as linhas do sol, de Mercúrio e de união, o cinturão de Vênus e os braceletes, e uma segunda palma com os sete montes: Júpiter, Saturno, Apolo, Mercúrio, Vênus, Lua e Marte.MAPA DAS LINHAS DA MÃOMão direita, com a palma virada para você. A mão esquerda é o reflexo no espelho.As linhasOs sete montesLinhas de uniãoLaços próximosLinha do coraçãoSentimentos e amorLinha do solCriatividade, alegriaLinha da cabeçaJeito de pensarLinha de MercúrioComunicaçãoLinha do destinoSenso de direçãoCinturão de VênusSensibilidadeLinha da vidaEnergia, não longevidadeBraceletesOnde a palma terminaApolo (Sol)Criatividade, calorMercúrioEsperteza, comunicaçãoLuaImaginaçãoSaturnoSeriedade, estudoJúpiterConfiança, ambiçãoMarteCoragem, garraVênusAfeto, sentidosLinha principalLinha secundáriaMonteorbitarot.com/pt/quiromancia · uma tradição para refletir, não uma previsão
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Como ler a mão, passo a passo

  1. Escolha uma mão. Comece pela mão com que você escreve. Os quiromantes a leem como a pessoa que você se tornou, e a outra mão como o seu ponto de partida.
  2. Procure uma boa luz. A luz do dia vinda de lado mostra melhor as linhas finas. Feche a mão de leve, em concha: as linhas principais ficam mais fundas e as secundárias aparecem.
  3. Observe o formato. A palma é mais ou menos quadrada, ou claramente mais comprida do que larga? Os dedos são longos ou curtos em relação à palma? Essas duas respostas dão o tipo de mão.
  4. Encontre as três linhas principais. A linha do coração atravessa a parte de cima da palma, logo abaixo dos dedos; a linha da cabeça atravessa o meio; e a linha da vida faz uma curva em volta da base do polegar.
  5. Procure a linha do destino e as linhas secundárias. A linha do destino sobe pelo meio da palma; a linha do sol sobe em direção ao dedo anelar; as linhas de união ficam na borda externa, abaixo do dedo mínimo. Muitas mãos não têm algumas delas.
  6. Repare nos montes. Olhe a palma de lado e veja quais áreas são mais cheias.
  7. Examine o polegar. Qual é o comprimento dele, e ele dobra para trás com facilidade?
  8. Compare as duas mãos. É nas diferenças entre elas que os quiromantes procuram mudanças.

A leitura guiada no alto desta página percorre os mesmos passos com um desenho para cada opção e depois escreve a leitura para você.

As quatro linhas principais da mão

Linha do coração

É a mais alta das linhas longas e vai da borda da palma do lado do dedo mínimo em direção ao indicador. Os quiromantes a leem para falar dos sentimentos e do seu jeito de amar. O que mais importa é onde ela termina: abaixo do indicador, é lida como ideais elevados; entre o indicador e o dedo médio, como equilíbrio; abaixo do dedo médio, como um coração mais reservado. Uma linha curva é lida como sentimentos que aparecem; uma reta, como sentimentos guardados em silêncio.

Linha da cabeça

Começa entre o polegar e o indicador e atravessa o meio da palma. É lida para falar do jeito de pensar, nunca da inteligência. Uma linha da cabeça reta é lida como lógica; uma inclinada, como imaginativa; unida à linha da vida no início, como cautelosa; separada, como independente. Uma bifurcação no final é a chamada forquilha do escritor.

Linha da vida

Faz uma curva em volta da base do polegar e desce em direção ao pulso. Os quiromantes a leem para falar de energia, entusiasmo e das grandes mudanças no seu modo de viver. Ela não mostra quanto tempo você vai viver; mais sobre esse mito logo abaixo. Uma curva larga é lida como energia expansiva; uma linha próxima do polegar, como uma energia mais tranquila.

Linha do destino

Sobe pelo meio da palma em direção ao dedo médio, e muitas mãos não a têm. É lida como o seu senso de direção e de propósito. O ponto onde ela começa dá o tom da leitura: no pulso (direção encontrada cedo), na linha da vida (um caminho construído com o próprio esforço), na parte externa e baixa da palma (um caminho moldado por outras pessoas) ou no meio da palma (direção encontrada mais tarde).

As linhas secundárias

  • Linha do sol (linha de Apolo): uma linha que sobe em direção ao dedo anelar, muitas vezes curta ou ausente. É lida como criatividade e o prazer que você tem no seu trabalho. Livros antigos a ligavam à fama e à fortuna; deixamos o dinheiro de fora.
  • Linhas de união (antes chamadas linhas do casamento): linhas curtas na borda externa da mão, entre o dedo mínimo e a linha do coração. São lidas como laços próximos importantes. Não são uma contagem de casamentos nem de filhos, digam o que disserem.
  • Linha de Mercúrio: uma linha que sobe em direção ao dedo mínimo. É lida como comunicação e intuição. Livros antigos a chamavam de linha da saúde ou linha hepática; nós não fazemos leituras de saúde.
  • Cinturão de Vênus (também chamado anel de Vênus): uma linha curva acima da linha do coração, abaixo dos dedos médio e anelar. Cheiro o descreveu como um semicírculo que vai da base do primeiro dedo à base do quarto. É lido como sensibilidade.
  • Braceletes (rascetas): os vincos onde a palma encontra o pulso. Manuais antigos os liam para falar de saúde e vida longa; nós os tratamos apenas como a borda inferior da palma.

Os sete montes da mão

Os montes são as partes carnudas e elevadas da palma, batizadas com os nomes dos sete planetas clássicos. Os quiromantes observam quais são cheios e quais são planos.

MonteOnde ficaÉ lido como
JúpiterAbaixo do indicadorConfiança, ambição, liderança
SaturnoAbaixo do dedo médioSeriedade, estudo, responsabilidade
Apolo (Sol)Abaixo do anelarCriatividade, calor humano, amor pela beleza
MercúrioAbaixo do dedo mínimoEsperteza, comunicação, persuasão
VênusA base carnuda do polegarAfeto, calor humano, prazer dos sentidos
LuaBorda externa, parte baixa da palmaImaginação, intuição, vida interior
MarteO meio da palma e as áreas ao ladoCoragem, garra, resistência

Alguns quiromantes dividem Marte em três: o Marte inferior, logo acima do polegar, o Marte superior, na borda oposta, e a planície de Marte, no vão entre os dois. A leitura guiada acima trata os três como uma só área.

Os quatro tipos de mão

Hoje, a maioria dos leitores de mão divide as mãos em quatro tipos com os nomes dos elementos clássicos, usando só duas medidas: o formato da palma e o comprimento dos dedos.

TipoPalmaDedosÉ lido como
TerraQuadradaCurtosPrático, estável, leal
ArQuadradaLongosCurioso, comunicativo, analítico
FogoCompridaCurtosEnérgico, entusiasmado, impulsivo
ÁguaCompridaLongosSensível, imaginativo, empático

O sistema dos elementos é mais recente do que muita gente pensa. Cheiro, em 1916, ainda dividia as mãos em sete tipos: a mão elementar, a quadrada, a espatulada, a filosófica, a cônica, a psíquica e a mista. Mãos reais raramente cabem num só tipo; se a sua fica entre dois, leia os dois.

Qual mão ler: a dominante ou a outra

Os quiromantes leem as duas mãos e dão a cada uma um papel. A mão com que você escreve é lida como o eu que você desenvolveu: hábitos, escolhas, o presente. A outra é lida como o seu ponto de partida: as inclinações de nascença. Cheiro, que partia de um leitor destro, resumiu assim em Palmistry for All (1916): a mão direita "denotes the developed or active brain, the left only giving the natural tendencies or inclinations" (tradução: "indica o cérebro desenvolvido ou ativo, enquanto a esquerda dá apenas as tendências ou inclinações naturais"). Para quem é canhoto, os papéis se invertem.

Comece pela mão dominante, depois faça a leitura de novo com a outra e compare. Onde as duas mãos concordam, os quiromantes consideram a leitura mais forte; onde diferem, procuram uma mudança que você fez.

A linha da vida não mostra quanto tempo você vai viver

Esse é o medo mais comum em relação à quiromancia, e não tem fundamento. Uma linha da vida curta, partida ou fraca não significa uma vida curta. Já em 1900, William G. Benham abria The Laws of Scientific Hand Reading com um pedido aos leitores: "I ask that you will never predict the death of anyone nor its date" (tradução: "Peço que vocês nunca prevejam a morte de ninguém, nem a data dela").

As linhas em si são vincos da pele. Os principais vincos da palma se formam antes do nascimento, ainda na mão em desenvolvimento (Kimura, 1991), e os anatomistas descrevem a função deles como permitir que a pele da palma se dobre quando a mão segura algo (Park e colegas, 2010, a partir das palmas de 3.216 pessoas). É por isso que os quiromantes de hoje leem a linha da vida para falar de energia e das grandes mudanças no modo de viver, nunca de longevidade ou saúde, e é por isso que esta página faz o mesmo.

Uma breve história da quiromancia

A leitura de mão foi praticada em muitas culturas da Europa e da Ásia. Na Índia, faz parte do Samudrika Shastra, o estudo sânscrito dos sinais do corpo, com textos medievais em sânscrito dedicados às linhas da mão. Na Europa do século 15, o Livro de todas as artes proibidas (1456), de Johannes Hartlieb, incluía a quiromancia entre sete artes proibidas de adivinhação, e no século 16 a Igreja Católica condenou a prática.

O renascimento moderno começou na França com La Chirognomie (1839), de Casimir d'Arpentigny, um estudo dos formatos da mão. Na Inglaterra, Edward Heron-Allen publicou Palmistry: A Manual of Cheirosophy (1883), e o quiromante irlandês William John Warner, conhecido como Cheiro, leu a mão de celebridades, de Mark Twain a Oscar Wilde. O capítulo de Cheiro sobre o polegar repete a frase de d'Arpentigny segundo a qual "the thumb individualises the man" (tradução: "o polegar individualiza o homem"). Nos Estados Unidos, o livro de Benham de 1900 tentou dar ao tema uma base científica; o objetivo declarado era "lift it from its position as an effete superstition, and place it among the modern sciences" (tradução: "tirá-la da posição de superstição decadente e colocá-la entre as ciências modernas").

Esse objetivo nunca foi alcançado. O psicólogo Ray Hyman, que lia mãos por dinheiro quando jovem e chegou a acreditar na prática, descreveu mais tarde um experimento sugerido pelo mentalista Stanley Jaks: ele deu aos clientes leituras que diziam o contrário do que as linhas indicavam, e as leituras fizeram tanto sucesso quanto antes. Hyman contou a história em "Cold Reading" (The Zetetic, 1976-77), um ensaio sobre como uma leitura consegue convencer tanto quem lê quanto o cliente.

Uma tradição para refletir, não uma previsão

Os cientistas classificam a quiromancia como pseudociência: não há evidência de que as linhas da mão prevejam acontecimentos, e escolas diferentes muitas vezes leem a mesma linha de maneiras diferentes. Apresentamos a leitura de mão do mesmo jeito que apresentamos o tarot: como uma tradição com uma longa história e um vocabulário útil para pensar sobre si mesmo. Uma leitura pode levantar uma boa pergunta; ela não pode dizer o que vai acontecer.

Por isso, as leituras desta página descrevem o temperamento como a tradição o vê e nunca preveem acontecimentos. Elas não dizem nada sobre saúde, longevidade, gravidez ou filhos, dinheiro ou questões jurídicas, porque nenhuma mão pode dizer. Os textos são nossos, escritos a partir dos ensinamentos comuns dos livros clássicos e da prática moderna; onde os quiromantes discordam, damos a leitura mais difundida.

Fontes

Perguntas frequentes

A quiromancia é confiável?

Não no sentido de prever alguma coisa. Não há evidência científica de que as linhas da mão anunciem acontecimentos, e os próprios quiromantes discordam sobre o significado de muitas linhas. O que uma leitura de mão pode oferecer é um jeito organizado de pensar sobre o seu temperamento: você compara a descrição da tradição com o que sabe de si. Use como um espelho, não como uma previsão.

Qual mão se lê na quiromancia?

As duas, começando pela dominante, a mão com que você escreve. Os quiromantes leem a mão dominante como a pessoa que você se tornou e a outra como o seu ponto de partida natural. Para quem escreve com a mão esquerda, a dominante é a esquerda.

As linhas da mão mudam?

Os vincos principais se formam antes do nascimento e mantêm o desenho básico. Os quiromantes sempre sustentaram que as linhas mais finas mudam com os anos, e por isso muitos gostam de comparar leituras feitas com anos de diferença. Ler as duas mãos é o jeito habitual de procurar mudanças: a mão dominante é lida como o que você fez do seu ponto de partida.

E se eu não tiver linha do destino, ou faltar outra linha?

Isso é comum e não é mau sinal. Muitas mãos não têm linha do destino nem linha do sol, e Cheiro escreveu que algumas pessoas "seem to carve their Destiny from day to day" (tradução: "parecem esculpir o seu Destino dia após dia"). Na leitura guiada, escolha a opção sem linha ou pule o passo.

Linha da vida curta significa vida curta?

Não. A linha da vida não mostra quanto tempo alguém vive; isso é um mito, e nenhuma linha da mão pode mostrar isso. Os quiromantes leem a linha da vida para falar de energia e das grandes mudanças no modo de viver.

O que significa um M na palma da mão?

Em algumas pessoas, as linhas do coração, da cabeça, da vida e do destino formam juntas a letra M. A crença popular moderna liga esse M à intuição e à garra, mas os manuais clássicos que consultamos (Cheiro 1916, Benham 1900) não falam dele; é uma ideia recente, não uma tradição antiga.

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